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BR-135 |
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Escrito por: Marco Antônio
Depois de passar um tempo convencendo a minha esposa de que eu conseguiria correr a BR135 Solo, e de um acordo que eu treinaria direitinho, lá vou eu para mais um grande desafio…
Confira aqui o relato completo. (.pdf) |
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BR-135 |
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Escrito por: Lilian Araújo
Com o pé esquerdo ainda inchado e roxo, por conta de ligamentos rompidos no final de 2008, enviei um e-mail, em março do ano passado, para o Caco, meu treinador na Selva Aventura, perguntado se eu teria condições de correr a Brazil 135 Ultramarathon 2010 no revezamento. A ideia era um tanto desafiadora: correr 217 quilômetros, atravessando a Serra da Mantiqueira e seguindo as setas do Caminho da Fé, em trio FEMININO.
Confira aqui o relato completo. (.pdf) |
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ECOMOTION PRÓ 2009 – SERRA DO ESPINHAÇO |
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Escrito por: Equipe Timberland SELVA Kailash
Mais uma prova , mais uma missão, pouca perspectiva, pouca organização previa..isso foi o resumo do Ecomotion Pró 2009 para Equipe Selva. Mas tem um porém, uma vez a missão foi dada para SELVA a missão será cumprida custe o que custar.
A equipe formada por mim (Caco), João, Marcelinho e Primeiramente Rose. Primeiramente digo, pois a Rose sofreu um acidente 2 semana antes da prova e deslocou o ombro e foi impossibilitada de fazer a prova (problema 1). Com isso, recorremos as outras meninas da equipe e por nossa infelicidade a Sabrina já havia acertado com a equipe do Amaury e então colocamos um reforço Argentino na equipe, a Soledad. Equipe formada vamos atrás de dinheiro.
O Marcinho deixou sua bike para ser vendida e utilizar o dinheiro na prova. Problema 2 - nossos dois apoios tiveram problemas profissionais e não puderam ir...vamos atrás de alguém e logo o Netinho se propôs a fazer e uma amiga de Marcelinho. Tudo certo passagens de ônibus comprada, carro de apoio montado bem enxuto, pois era uma Fiat Strada e tínhamos que levar tudo lá. O carro de apoio saiu quinta de madrugada com Marcelinho e sua amiga, na quinta mesmo por volta de 13:00 o Marcelinho me liga dizendo que sua amiga desistiu de fazer o apoio e largou ele em 3 Corações com todos equipos e + as bikes e voltou para São Paulo com o carro que era dela (problemão 3). Tive que tomar uma decisão rápida...e vendi minha passagem a Ursula me ajudou a deixar meu carro em condições para viajar e sai as 4 da madrugada de sexta-feira para resgatar o Marcelinho + os equipamentos e seguir viagem para Diamantina. Problema 4 – Ainda antes de viajar na quinta à noite estava conferindo o material e percebi que faltavam 2 polias e liguei para muitos amigos e graças a deus o Alê Boccia (Goiabada) tinha esse equipamento e foi me encontrar as 4:30 da manhã na marginal Tiete com as polias...obrigado Alê isso não tem preço...ou poderíamos por o preço nas polias, pois perdi.....brincadeira......
Viagem longa, 11hs depois chegamos em Diamantina...o região linda..podemos observar o que seria a prova....O João e a Sole já haviam chegado e estavam na casa que alugamos...isso vale destacar, era um bairro afastado da cidade + humilde, mas as pessoas super bacanas, fizemos muitas amizades e até eu e o Marcelinho organizamos um passeio ciclístico com as criança da comunidade pelo bairro. Não tinha restaurante, mas o Luiz, dono da casa que alugamos era chefe de cozinha ...foi lindo ...arroz, feijão, galinha caipira, farinha...isso que é suplemento pré prova...comida boa!!!..
Organizamos tudo fizemos checagem, fomos para a abertura da prova e finalmente domingo de manhã vamos para largada que ficavam 250 km de Diamantina..opa!!!!... como vamos (problema 5)? A Strada não cabia 2 apoios + 4 da equipe...um detalhe que esqueci..o 2º apoio foi cedido pelo Rafa da Gooutside lá em Diamantina..o Bruno uma ótima pessoa sua 1ª vez como apoio caiu de pára-quedas na equipe e vestiu a camisa e fez uma excelente assistência...obrigado Brunão!!!! Voltando lá estava a Selva pedindo carona no comboio e por sorte tinha algumas vagas na van da imprensa.
A prova...como foi duro chegar na largada ...confesso que pensei em desistir, mas eu encaro isso com um teste para ver se somos fortes mesmo para cumprir a missão. Agora depois de tantos imprevistos antes da prova, acabou né!!!!vamos fazer o que sabemos e treinamos para isso e o principal apreciar as paisagens que viriam no percurso. A largada como sempre foi forte e logo na 1ª hora a Sole torceu o tornozelo...ficou um pouco no chão , mas logo levantou e prosseguiu. Fizemos um trekking bom constante, mas conseguimos assumir a 4ª posição após a canoagem de 60km , saímos para um trekking de 60 km com muito calor , mas com uma paisagem incrível e finalizamos na 3ª posição colados com os 2º colocados após um corte sem trilha por cima de uma montanha e descemos por um penhasco..esse momento pedi para equipe acelerar , pois estava no final da tarde e descer o penhasco à noite não seria um boa idéia e acabou que deu certo e tiramos 30 min da equipe da frente.
Sairmos para uma bike tivemos um contra tempo de 1h com problemas mecânicos na bike da Sole e o João e Marcelinho conseguiram sanar os problemas para prosseguirmos na competição. Chegamos no próximo PC em 2º a equipe na frente deve ter parado para descansar , pois era a 2ª noite de competição. Optamos pelo caminho + longo e com menos dificuldade e ainda paramos para dormir 30 minuto e quando chegamos a bifurcação do caminho + curto encontramos com a Equipe do Camp, e ficamos na dúvida qual seria o melhor caminho, pois eles pararam também para descansar. Terminamos a Bike de + ou menos 60 km com bastante subida (na verdade não lembro das descidas parece que só subiu!!!!!) Saímos para um trekking curto , porem com navegação..a Lontra entrou à noite sofreu para sair e perdeu um tempo nesse trecho, entramos cedo e passamos fácil, mas o sol estava castigando.
Terminamos o trekking e partimos para uma bike de 55 km com uma parte de single maravilhosa para quem gosta...3 km antes do single a Sole sofreu uma queda espetacular ( problema 6), mas se fosse na ginástica artística ganharia 10,0 pelo mortal duplo carpado e com um detalhe com a bike. Logo pensei acabou a prova chama o resgate, mas a Argentina foi casca grossa, fiz os curativos ela levantou e falou alguma coisa que não entendi...já que não sei que ela estava falando ...concordo...si,si,si...vamos para frente....Dai para frente começou a saga Selva, ela ficou com medo dos downhills, totalmente compreensível depois daquela performance artística....Terminamos a bike e fomos ultrapassado pela equipe de Paul Romero no final e partimos para um trekking longo e com + + + subida...essa foi a parte triste da prova...tínhamos muito sono paramos para dormir 5 minutos e ficamos 2:30h..erro imperdoável , mas eu acho que tinha um propósito chegamos no cume da montanha de 2000 mts de altitude ao nascer do sol ..isso vamos guardar em nossas memórias.
No final da escalada a Sole já apresentava muito cansaço e muitas tores na lombar e o pé bem avariado...dormimos + 4 hs no topo obrigatórias e partimos para segunda parte do trekking ...ajudando a Sole ..terminamos o trekkinng , mas Sole já estamos em uma situação ruim e teríamos uma bike de 50 km dura...nessa bike foi um ótimo trabalho em equipe , pois praticamente arrastamos a Sole, destacando a força de Marcelinho e a disposição de João em colocar a equipe para frente. Chegamos no PC 19 as 5 da manha de quinta-feira e a Sole estava debilitada e ficamos muita tempo na transição sendo ultrapassados pela equipe dos Espanhóis e TrotaMundo (gostaria de parabenizar a equipe pela excelente prova e agradecer seu apoio o Flavinho que tanto ajudou a Selva nas transições e o Darcio que mostrou super prestativo nas nossas transições...fomos eternamente gratos ..isso já valeu a prova).
Saimos então para um trekking curto de 1 km para fazer o rapel e em sua base tínhamos que dormir + 2 horas obrigatórias, completando assim as 8 horas de sono estabelecida pela organização . Descansamos e voltamos para o mesmo PC 19 que agora era o PC 21 transição para a bike. Depois de + um tempo na transição saímos de bike com a Sole avariada em um trecho técnico com subidas que precisavas carregar a bike..fizemos um força mutua e completamos o trecho e partimos para uma canoagem de 30 km no rio Jequitinhonha com algumas corredeiras tranqüilas, pois o volume da água estava baixo. Deus olhou lá de cima... e falou “””caramba essa equipe é carne de pescoço mesmo, estão levando a menina já a quase 200 km...vou testar eles + um pouco”””o todo poderoso aqueceu + um pouco o sol e BUMMMM!!!o duck (barco infernal) explodiu!!!!
Só faltavam 25 km mesmo Deus eu adoro remar Duck furado mesmo!!!! Nossa sorte que encontramos um Anjo da organização em uma das portagem e ele foi buscar outro duck de moto para continuarmos descendo o rio. Terminamos e o Netinho esperava agente na saída do rio com uma carrinhola de construção para levarmos a Sole até a transição. Fizemos a transição e partimos para um trekking de 19 km carregando a Sole em uma rede improvisada pelo Netinho para carregar feridos de guerra...subimos o caminho real e logo chegamos na ultima transição para pegar a bike e partir para os últimos 15 km de muita subida!!!!!até a chegada....finalizamos a prova em 4 dias e 8 horas com 11hs de sono na 6ª posição e o mais importante com 2 aprendizados inesquecíveis:
1) a equipe tem um força incrível se trabalhar junta.
2) Problemas vão sempre aparecer nas nossas vidas, como você encara isso que é o grande segredo.
Essa prova foi especial no sentido de conhecer a Soledad uma atleta muito forte , por suportar a situação que chegou sem desistir, sem chorar, sem reclamar e nós sem entender o que ela falava!!!! Será que ela pediu para parar e agente não entendeu!!!! Bricandeiras a parte, ela está de PARABÉNS! muito guerreira. A outra parte importante são os amigos, alunos e familiares, que torceram muito mandando recados telefonemas ..isso é a nossa motivação maior nessas competição.
AGRADECEMOS.
Timberland pela inscrição da prova.
Kailash pelos equipamentos fornecidos para competimos
Probiótica pela toda suplementação da equipe.
Ciclocaravelle e Djalma que apoio nas revisões das bikes antes e durante a prova.
Ao restante da equipe Selva , principalmente a Ursula e o Alã, que foram os principais motivadores , apoiadores e incentivadores para a equipe alinhar para a largada.
Ao apoio das equipes: Trotamundo, Life guard, Lontra...pela força nas transições.
Ao Alê Boccia pelo doação das polias (que perdi) e de ter levado de madrugada na sexta na marginal.
Obrigado à todos
INFANTARIA!!!SELVA!!!!
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HAKA RACE EXPEDITION 150KM |
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Escrito por: Alã Costa - The Rusticus SELVA Biketech Jardins
Fui convocado para a missão Haka Expedition pelo capitão Caco (Prof. Carlos Eduardo Fonseca) dias antes da missão Chauas 300km, onde os objetivos principais seriam: Reintegrar e treinar o Geraldinho (Geraldo Isoldi) na formação de quartetos e servir como treino para ele, já que este ano ele ruma para o Ecomotion/Pró 2009; Havia também como objetivo, assegurar que a participação da Fê (Fernanda Bredariol) fosse uma experiência motivadora, já que acreditamos que ali há uma atleta muito forte e experiente.
Uma semana antes do Haka Expedition, em um treino da equipe em Ubatuba, (Alã, Caco, Fê e Geraldinho) a missão ganhou mais um objetivo. Chegar entre os cinco primeiros, o que também significaria por um fim na vida de fumante do Geraldinho. Neste treino, tivemos a participação de nosso irmão Ricardo (Bombeiro), que adicionou conhecimento a nossa equipe com técnicas de Trekking e “granada”, assim, a missão estava sacramentada.
Sábado 10/10, às 11hs, dada a Largada e a equipe “The Rusticus SELVA BikeTech Jardim” iniciam a missão. Da Largada ao PC1, um aquecimento já que fomos guiados por motos madrinhas. Seria um pedal de 16.1km até o PC3.
No PC3, encontramos o nosso apoio, que estava sendo realizado pela Camila e Juninho (BikeTech Jardins), pegamos os remos e partimos para um trekking curto de 4.1 km.
Na canoagem, fizemos um ritmo constante e avançamos algumas posições, fazendo os 7 km abaixo do que havíamos estimado.
Ao final do remo, o que eu agradeci de não ser duck, o Geraldinho reclamou do caiaque, que tivemos que carregar por um trecho de subida de quase 500 mts.... foi muito engraçado! O bicho é uma figura!!!!
Do PC5, até o final da canoagem até o segundo encontro com o apoio, no PC9, teríamos ainda que percorrer um trecho desafiante de quase 24 km de trekking, fazendo um trecho de subida até a serra Guaraiúva (aliás, que subida!!!”) onde faríamos um rapel no PC7 em um lugar que deveria ter uma vista incrível. Alí não pensamos muito, eu já me candidatei e também colando o Geraldinho na “fogueira!!!”... rsrssss..... Vamos agilizar, pois agora despencaríamos descida abaixo rumo ao PC9.
Alias, que descida! Só porque é descida não significa que seria fácil. Lembro-me que ao final dela, disse ao Caco: “Caramba, que dor é esta.... preciso substituir esta dor por outra....ehhh.. Caco, me dá um muro?”.
PC9, nossa.... Esta era minha primeira prova com apoio... rsss... Meu Deus, a Camila fez um rango!!!...uhhmmmmm.... O Geraldinho sentia dores nas costas, que se acumulou com torcicolos e uma semana super dura para ele! Aqui vi a importância do apoio. Eles são guerreiros e merecem nosso reconhecimento! Saímos reabastecidos e com gás renovado! PC12 e vamos nós!!!
Até o PC12 seriam 31 km, com subidas duras e também um downhill que prometia! Como já havia escurecido, fizemos o trecho com cautela e respeitando o ritmo da equipe! Sem problema! Chegamos 30 minutos antes do corte! Novo reabastecimento, renovação de energias e vamos ao PC14.
Este trecho até o PC14 foi particularmente duro. Teríamos 14 km de Trekking, que precisamos fazer com mochilas mais pesadas, ainda encarando um remo de mais 14 km rumo ao PC15. Acho que este trecho foi o que mais nos ajudamos, pois estavam sempre a Fê junto do Caco e eu assegurando que o Geradinho sempre esteve próximo, o que acredito ter nos ajudado a manter o ritmo.
Infelizmente, devido ao problema que tivemos ao descer do PC7, sentíamos que estávamos um pouco atrasados de nossa estimativa, e neste ponto decidimos que seria prudente um descanso de 10mim. Pode parecer que os 10mim iriam nos custar muito, mas não tenho duvidas que ele nos permitiu continuar seguros que a estratégia de manter o ritmo constante era o melhor a ser feito.
Ao chegar no segundo trecho de canoagem, no PC14, fizemos as contas e vimos que estamos em 4º.
Uhuuuhhhh!!! Excelente noticia, pois estamos em acordo com os objetivos da missão.
Mas espera... Estamos em 4º e a equipe da frente estava muito próximo de nós... Opa! Vamos buscar!! Focados, embora cansados, conseguimos ultrapassar equipes no remo e com uma transição rápida no PC15, pegamos às bikes para um pedal duro, cheio de subidas até a chegada.
Como não poderia faltar emoção, quase chegando no PC19, o Caco nos disse que o quarteto e duplas já estavam em nossa bota. Eu estava em uma subida, empurrando minha bike e a do Geraldinho com o Caco puxando ele. Quando o cabra ouviu isto, ele virou um monstro. Chegou ao final da subida já gritando: “Onde esta minha bike????”, subiu nela e acelerou feito louco!
Assinamos rapidamente o PC19 e borá rumo à chegada... Mas ainda não acabou! Ao cortar o trecho e passar por uma cerca de arame farpado, o Caco nos alertou... ”Cuidado para não furar o pneu”, porém, o pneu que furou foi o dele.
Com o pneu traseiro furado, ele saiu gritando: “Vou na frente e tentar chegar com o que resta de ar!” Saímos todos LOUCOS e pilhados. A menos de 1 km, vi o Caco parado. Eu não tinha câmara de ar e bomba, estavam com o Geraldinho e Fê que já havia passado por ele. Ele saiu correndo e empurrando a Bike e eu acelerando para alcançar os demais para tentar pegar os equipamentos para reparar o pneu do Caco.
Quando consegui alcançar a Fê e o Geraldinho e pegar bomba e câmara, já começando a voltar para encontrar com o Caco, me vem ele pedalando e gritando... “Vamos...!!! Vamos!!! Não vai dar tempo...” o Capitão desceu o trecho de asfalto a uns 30 km/h só no aro e pneu TOTALMENTE sem ar!!
Cruzamos o pórtico e em menos de 5 minutos, cruza a equipe que estava logo atrás de nos! Claro, flexões e muita empolgação! Afinal, a missão havia sido comprida!!!! Geraldinho, um ex-fumante e Fê, concluído uma prova que foi muito divertida para todos nós... Muitas risadas!!!
Como diz o titulo deste relato, com uma boa estratégia, inteligência, ritmo constante e sem perder tempo, equipe The Rusticus SELVA Biketech Jardins conquista 3º. Lugar no Haka Expedition 150Km. Esta foi à teoria do capitão Caco que liderou sua equipe e comprovou que não precisa ir em um ritmo forte, mas a equipe deve ser sempre constante.
Obrigado a Kailash, patrocinador da equipe SELVA Kailash que acredita e nos proporciona equipamentos de qualidade para sermos competitivos. As empresas que também apóiam a equipe SELVA Kailash Probiotica, Ciclocaravelle e NEAF.
Agradecimento também a BikeTech Jardins, que apóia o Geraldinho (atleta Solo) e nos permitiu contar a figura genial do Juninho, que mandou muito bem no apoio com a SUPER Camila, que é PRO TOTAL no apoio!!! Obrigado Fê, pela paciência e por acreditar que poderíamos ser capazes de fazer uma prova tão dura ser um momento tão divertido quanto foi o Haka Expedition 150 km.
Eles também merecem ser sempre lembrados. Nossas famílias e esposas, em especial a minha .... RSS...a esposa.. .(opa!) Telma, que vive estas loucuras comigo, e a Família SELVA! Marcinho, Marcelinho, João, Sá, Hadi, Rose, Duda, Carol, Bento e Guria!
Ao Leonardo (Leo), organizador e idealizador do Haka Expedition 150 km, fica aqui nosso respeito e PARABÉNS pela organização deste evento. Fui um sucesso! Na premiação no Bar do Leo, as opiniões foram unanimes em dizer e repetir que sua prova fui um SUCESSO!
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ADVENTURE CAMP |
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Escrito por: Marco Rossini - Equipe Pé de Cobra
Depois de duas competições seguidas, a maratona aquática de 55km e o Haka 150km tive outro objetivo que era completar a equipe enigma no Adventure Camp.
O Gustavo, integrante da equipe e parceiro de treinos matinais havia me falado que seria uma briga pelo título do circuito amador. Eu que quase não gosto de competir abracei na hora e fiquei muito pilhado. Estava super ansioso de correr uma prova com uma equipe diferente, brigando por um título e com uma integrante de tanta experiência que nem a Ursula, que tb estava completando a equipe.
A pilha foi tanta que no meio da prova, em um momento de descontração com a equipe Selva ajudávamos o Gu a recuperar seu ar já que ele tinha esquecido sua bombinha de asma e então torci meu pé de uma forma brutal e dolorosa. Fez um estalo de galho seco e senti algumas coisas estourarem dentro do meu pé.
Pra mim a prova e os treinos de pelo menos algum meses depois já estavam comprometidos. Para sorte da equipe nossos professores Márcio e Caco estavam protagonizando a equipe Selva e na mesma hora já direcionaram a atenção para o meu problema. Eles me tranqüilizaram e me ajudaram a levantar. Com uma força que não sei da onde que tirei, apoio da minha equipe e dos professores da selva, chegamos ao At da Bike.
Lá eu iria decidir se conseguiria continuar, e não é que na bike nem sentia tanta dor. No começo, nos buracos da estradinha doía um pouco mas depois que esquentou só fomos parar na linha de chegada com a grande vitória da categoria. Foi uma vitória muito dura.
Eu e o Gu tivemos que vencer nossos problemas físicos e nossa equipe sempre estava do lado pra ajudar e acreditando que conseguiríamos.... Valeu GU, Ricardinho e Ursula, quando precisar será um prazer correr com vcs novamente. Márcio e Caco, obrigado pela força e pela segurança que vcs me passaram....
E Mó pode separar um lugarzinho ai na fisio que vou te amolar todo dia pelo menos até o natal. |
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HAKA EXPEDITION |
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Escrito por: Marco Rossini - Equipe Pé de Cobra
O Haka Expedition foi a primeira vitória na categoria pró da equipe Pé de Cobra. Já fizemos muitas provas mas parece que essa foi onde colocamos em prática tudo o que aprendemos até hoje.
Corremos duas duplas juntas e soubemos aproveitar o máximo da sinergia que essa união nos proporcionou. Fizemos o planejamento da prova diretinho para que não faltasse nada, socamos a bota na maior parte da prova e soubemos tirar o pé quando precisamos. Nosso apoio foi sensacional!
Composto pelas namoradas e coordenado pelo Vitor, aluno da Selva, estavam sempre prontos e atentos para que as transições fossem absurdamente rápidas.
Soubemos lidar com a dor, com o cansaço, com angústia de estar sempre a frente, tudo isso com muita determinação, descontração e união. Essa foi a primeira grande vitória de uma equipe jovem, com atletas de poucos anos de experiência mas com muita mas muita vontade de vencer e sentir no sangue o espírito da aventura....
Parabéns para a equipe Pé de Cobra e obrigado Selva por todas as lições que aprendemos com vocês e por toda atenção direcionada para os atletas.
Obrigado também a todo mundo que faz do treino ser mais do que um treino, um momento de descontração e integração da galera. |
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EXPEDIÇÃO CHAUÁS 300 km |
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Escrito por: Equipe Selva Kailash
Em mais um etapa da Expedição Chauás, onde a filosofia de superação, navegação dificil, constantes subidas e um visual exuberante por trilhas que passaram pelo Parque Estadual da Serra do Mar, a equipe SELVA KAILASH completa a Expedição Chauás 300 km “Caminhos Extremos do Pilões” e chega 3º. Lugar. Com uma formação diferente, a equipe foi composta pelos atletas Carlos Eduardo (Caco), Marcelo Sinoca, Alã Costa e participação especial da atleta de Santos Nelma Raizer.
A prova foi realizada entre dias 05 e 07/09/2009 e contou com as principais equipes do Ranking Brasileiro de Corridas de Aventura (RBCA), tendo como modalidades o Treking, Bike e remo em embarcações tipo Duck e Canoa Canadense. Forte chuva, subidas e descidas de altíssimo nível técnico, fizeram desta etapa do Chauás uma das mais duras já realizadas. No primeiro trecho da prova, um treking curto, mas de alto nível técnico no Parque Estadual da Serra do Mar e um pedal de 22 km, percorrendo a subida da estrada de manutenção da Rodovia Imigrantes nos deu uma breve amostra que estava por vir.
No segundo trecho da prova e primeiro de remo na represa Bilings, a forte neblina exigiu atenção redobrada dos navegadores. No segundo trecho de bike e mais longo, de 100 km, as fortes subidas se mantiveram com destaque para os 7 km de subida constante pela antiga estrada que liga o Planalto à Baixada Santista. Neste trecho de bike, o desafio foi ainda maior, com a perda de 100% dos freios da bike de nosso capitão e navegador Carlos Eduardo (Caco) e as sapatas da bike da Nelma, muito desgastadas devido a chuva e lama, redobrando o atenção de todos e forçando o Caco ser a realizar as fortes decidas utilizando como freio apenas o solado de sua sapatilha.
No encontro com a caixa de reabastecimento, mudança na prova, o cancelamento do trecho original que seria de treking, aqua Rider e Canoa Canadense para mais três trechos, uma bike a até o inicio da trilha do oleoduto, que exigiria muita atenção pela descida técnica e navegação, para mais uma bike final até a chegada em Bertioga.
A colocação final manteve a tradição de bons resultados da equipe SELVA Kailash no circuito Chauás, em uma etapa dura e que contou com formação diferente, com a participação de atleta convidado e estréia de um de seus atletas em provas de expedição com duração superior a um dia e acima de 150 km.
Parabéns a organização do Circuito Chauás.
Mantiveram sua filosofia, nos proporcionaram um duro desafio e a possibilidade de passar por lugares que ficaram em nossas lembranças para sempre. Parabéns as empresas, prefeituras e parques que acreditaram na Chauás e proporcionaram a todos nos, atletas de corrida de aventura mais uma aventura inesquecível.
Nosso agradecimento para Kailash, nosso patricionador que acredita e nos proporciona equipamentos de qualidade para sermos competitivos. A Probiotica, que nos abastece e mantém nosso pique com sua sumplementação de qualidade, feita por profissionais competentes e muita pesquisa.
A Ciclo Caravelle, que deixa nossas bikes competitivas e sempre prontas para enfrentar qualquer prova. A NEAF, que nos concerta sempre que estamos estragados nos deixando pronto para outra. |
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RELATO CAMP - 3ª ESTAPA SÃO PAULO
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Escrito por: Equipe Selva Kailash
Para obter bons resultados e ter sucesso em uma corrida de aventura, os preparativos começam muito antes da largada, com logística, estratégia, alimentação, apoio etc. Nessa 3ª etapa do Adventure Camp, tivemos que levar uma embarcação própria e optamos pelo oceânico duplo. Essa embarcação foi testada para rebocar o duck e a vela, ambos elaborados pelo Hadi e João e que ajudou muito a equipe sempre com o espírito Selva reinando absoluto.
Sábado nos encontramos na casa do Caco para separar todo equipamento, e claro; almoçar (o capitão cozinha bem, risos).
Chegamos à Base Camp as 14:20, encontramos a Carla Prado e já começamos a dividir as funções; eu e o Hadi fizemos à checagem de equipamento, enquanto a Carla e o João foram de barco levar as bikes para o AT1. Na hora do brefing esclarecemos todas as dúvidas para traçar a melhor estratégia. Você deve esta se perguntando: Onde está o Duda? Demos um alvará para ele em troca de 188 flexões para ir a um casamento em Atibaia, e mesmo assim, ele chegou a tempo.
Chega à hora da largada, equipe entrosada, estratégia traçada, eu e o Duda saímos remando em direção ao PC1 e fizemos o ROGAMI, enquanto o Hadi e a Carla remaram direto para o PC2, passaram no PC12 que era virtual, continuaram remando em direção ao PC3 e nos aguardaram no PC4, onde era obrigatório assinar os quatro juntos.
Reencontramos-nos nesse ponto e voltamos para o remo, reboque no duck e vamos embora SELVAAA. Faltavam apenas 2km para o PC5, chegando – feita a transição rápida, arruma o mapa e começa a perna de mtb, 1,8 de asfalto, single track à direita, e começa a subir (puxe bike), final da subida, avistamos a trilha passando entre duas casas (logo lembrei do que o Caco e João comentaram sobre essa parte da navegação).
Seguimos em frente chegamos no PC6, assinamos e continua o giro, desce entra na terra, e conta 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, na 6º entra a esquerda e chega ao PC7; Nesse momento estávamos pedalando no Rodoanel (ainda em construção) e Hadi sugere montar o pelotão, Duda logo toma a frente, Carla em seguida e eu estudando o mapa. PC8 me adianto e assino, e a Selva seguiu firme por mais 4km rumo ao PC9. Descida técnica, 2º direita e chegamos ao vertical. Duda e Hadi se equipam, eu e Carla aproveitamos para nos alimentarmos e estudar um pouco mais o mapa.
Bike novamente e faltando menos de 2k para a AT, o pneu do Duda furou! Não paramos, segui com duas bikes, Duda pedalando com a bike da Carla e Hadi pedalando por dois (muito bom Selvaaaa).
Perna final de canoagem, 9k para a chegada; o Duda vibrando e gritando força Selvaaaa, ritmo constante. Após 4h17min chegamos ao pórtico, com a 3º colocação. Caco e as flexões estavam nos aguardando. SELVAAAAAAAAAAAAA. |
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RELATO KAWABANGA HAKA |
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Escrito por: Equipe Kawabanga
Isso mesmo galera. Os Kawabangas hoje levaram o lugar mais alto do pódio na etapa de Santo Antonio do Pinhal do Haka Race na categoria Sport. E ainda fomos os 1 colocados na geral.
Fechamos os 35 km em sensacionais 2h32 minutos !!! Com recuperação e tudo. Um dia muito especial para as tartarugas mais rápidas da aventura.
Vamos aos fatos: Ontem antes de dormir, estávamos na maior expectativa. Toda a galera Selva estava dando o maior apoio para a gente ganhar a disputa (Geraldo, Drica, Pedro, Marcos, Cris, Zé, Wilson, Vitor ...). Todos nos motivando e falando que esse ia ser fácil, pois estamos treinando muito forte e que hoje seria o dia de confirmar isso. E durante o percurso tb não faltou apoio da galera.
Bem, com toda essa energia positiva, eu e o Edu, tínhamos a obrigação de ganhar e ganhar bem a parada. Até mesmo para não decepcionar nosso mestre Caco, que na quinta com poucas palavras como sempre, intimou a gente a trazer o caneco. Hehehe.
Logo de manhã, antes de sair do quarto já estávamos na maior nóia, adrenalina total. Dado a largada, fizemos os 4km de corrida a estilo biologia de subidão em bons 20 minutos. Neste trecho o Edu ainda não tava aquecido e teve que se segurar na minha mochila para dar um gás. O Geraldo veio junto, mas ficou no meio da subida. Estávamos mirando o Pedro Viana, que estava logo a nossa frente.
Primeiro PC e logo de cara um erro. Pegamos o lado errado do trilho do trem, vimos a Úrsula indo para lá e pensamos: Se ela vai para lá, nós tb vamos !!!! e após um tempo percebemos o erro e demos a volta. Toca subir o morro para corrigir. Porem hoje diferentemente dos dias anteriores, estávamos com sede de Vitória e o único lugar aceitável era o mais alto. Subimos e já passamos um pessoal que tb errou o caminho.
A subida continuava por mais 3 km em um terreno de pedra solta ao lado do trilho do trem. Fomos sempre trotando, como o Caco sempre falou para gente. Passamos um monte de gente neste trecho, inclusive o Pedro que estava se refrescando em uma bica e esperando a dupla dele, ele neste momento tb deu a maior força para gente: Vamos seus porras, vão ganhar esta merda !!!. No pc3 pegamos a bike e ai como vcs sabem as tartarugas são o capeta.
Passamos mais 5 equipes antes do rapel e chegamos apenas atrás do Rui e da dupla de Gonçalves – MG que liderava. Eles saíram a 4 minutos a nossa frente. O Edu fez o rapel e fomos atrás para tirar estes 4 minutos. Moleza a gente falava, ta baba ... é nois muleke .. várias palavras de incentivo.
Com os conselhos do Caco sendo praticados a todo momento ( giro rápido ), chegamos no PC 5. Neste momento estávamos a 3 minutos dos lideres. Ai vimos o Rui voltando, ele havia passado o PC 5. Ai moçada, já estávamos em segundo na Geral.
Acelera Edu !!!! e fomos buscar os caras. Quando os avistamos eu comecei a berrar KAWABANGA SELVAAAAAAA !!!! Os caras começaram a acelerar .. mas não deu para eles. Passamos que nem foguete e ainda fiz o trabalho psicológico dizendo: Cara ta muito fácil né? .... hehehe .. ae Caco, mais um conselho em prática !!! Aceleramos mais para quebrar os dois ....
Eles tentaram nos acompanhar por um tempo, mas no PC 6 eles acabaram ficando para trás e ai a gente abriu. È estranho ficar em primeiro .. ninguém na sua frente .. parece que a qualquer momento vamos quebrar e vamos perder tudo ... mas a dupla é afinada e um sempre motiva o outro. Equipe é assim, sempre junta. Quando entramos na cidade e vimos que aquele sprint tinha deixado os caras no fumo, começamos a rir na bike que nem dois mulekes !!! Caraca Edu é nois muleke, é nois !!!! Antes do cruzar o pórtico, descemos das bikes, as colocamos nas costas e cruzamos a linha. Os primeiros a fazerem isso neste dia de sol forte em Santo Antonio do Pinhal.
Muita risada depois, pagamos as 10 flexões e demos o grito de guerra SELVAAAAAA !!
No pódio agradecemos a todos os colegas de treino, mandamos um abraço especial ao nosso grande mestre splinter Caco e claro fizemos nosso merchã falando que hoje as tartarugas queimaram a pururuca.
Descemos do pódio e a Rose acelerou para juntar toda a galera Selva para que todos começassem a pular e gritar SELVA SELVA SELVA !!!
Valeu galera,
Sem vcs nos incentivando não teríamos conseguido.
Grande abraço,
Equipe Kawabanga
Vamos forte e queimando a pururuca. |
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CHAUÁS PILÕES: BRINCADEIRA DE GIGANTES |
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Escrito por: Lilian Araujo - Equipe Guaranis
Prova rápida, somente por trilhas turísticas e navegação média era o que a organização da Chauás Itutinga Pilões anunciava para a etapa de 300 km, ligando Cubatão à Bertioga, no litoral de São Paulo. Sem treinos específicos e focados em outras provas, que não corridas de aventura, pensamos: ‘Vamos lá, ver no que vai dar!” e fomos. Lilian Araujo, Marco Antonio, Robinson Simões e Sidney Togumi, quatro malucos da equipe Guaranis, mas que muitos preferem chamar de Guaranás.Pra não sair da rotina, a pré-prova foi como sempre, com muita correria e pouquíssimas horas de sono.
O Toga tinha conseguido sair mais cedo de São Paulo e adiantou a checagem de equipamentos, mapas e entrega das bikes. Os três peões que ficaram trabalhando até mais tarde foram direto pro Guarujá, onde ficamos hospedados na casa do Chris Guariglia, da Guepardo, que iria para a prova em dupla com o Fernando Lordelo. É preciso coragem pra enfrentar uma Chauás longa em dupla. Eu passo!
Madrugamos no sábado, café da manhã rápido e seguimos para o Forte de Bertioga para esperar o ônibus, que nos levaria para a sede do parque Itutinga Pilões, no meio da Imigrantes. Espera, espera e espera, num tempo suficiente para reencontrar alguns amigos de anos, como o Jean da Caverá, integrando a equipe Papaventuras/Cosanostra, e conhecer outros atletas que vinham de longe, especialmente para a prova.
Papo vai, papo vem e nada do ônibus. Depois de mais de hora de espera, finalmente embarcamos, carregados com nossas mochilas, mais o saco de reabastecimento da bike e com nosso segundo café da manhã na bagagem, com lanchinhos e frutas fresquinhas.
Tudo pronto e nada da prova começar. O Robinson não agüentava mais ir ao banheiro de tanta ansiedade. Agradecimentos infinitos e finalmente soou a famosa buzina do tio Lucas.
Largamos juntos com as equipes da prova de 45 km por uma trilha, seguida por uma bela e dura costeira, com muitas pedras soltas. Saímos do rio grudados no atleta mirim Pedro Boscarioli. Se meu objetivo inicial era ir até onde dava, agora era pelo menos voltar para o ponto da largada na frente dele. O garoto corria no nosso ritmo e nada dele cansar. “Meu pai!! Estamos velhos de mais. Não é possível”, eu pensava, até que finalmente ele diminuiu e nós passamos. Ufa!
Seguimos correndo por toda a trilha, esta sim turística, que variava entre costeira, single track e estradinhas. Mais pra frente, a trilha entrou na mata fechada. Passamos por várias ruínas, paramos para algumas fotinhos e seguimos num ritmo bom até próximo do PC que descansava na rede. Antes dele, o Marco e o Robinson entrou numa trilha em direção ao rio e eu fui por trás de uma ruína, enquanto o Toga ficou parado esperando cada um voltar com alguma notícia do PC. Fui, vi que a trilha seguia para onde queríamos e voltei correndo em direção ao rio para avisá-los. Chegando no rio, não encontrei ninguém, só na volta um monte de equipes que me seguiu até lá. “Caracas, perdi minha equipe”. Um deles falou :”acho que estão lá atrás”.
Corri até a ruína e nada. Comecei a gritar: “Má, Má, Má,” e nada. Correndo, gritando e nada. As equipes me acompanharam, como se eu fosse o carro madrinha mostrando o caminho. Lááááááá na frente estavam os três desesperados com meus gritos, achando que eu estava na frente deles e ainda cantando a bola para as equipes atrás. Eu desesperada e eles me xingando, até que finalmente perceberam que eu estava atrás e não na frente.
Ai, que raiva! O Robinson voltou pra me encontrar rindo e eu só dizendo: “Vocês me largaram na trilha. Como podem esquecer de mim?”. Draminha básico e seguimos em pelotão. Os meninos perceberam que tinham passado o ponto da subida e rapidamente voltamos até o PC da rede.
Uma subida animal, no vara mato, com desnível de uns 400 metros em menos de 2km de distância. Trilha turística??? Delícia. Vamos lá! No fim da quase escalada, saímos no trilho de trem e, depois de uma Coca-Cola em boa hora, corremos por alguns quilômetros pelo trilho ativo. Passamos por alguns túneis, atentos a qualquer sinal de trem, desviando dos buracos e de alguns ferros que pareciam degraus. Depois soubemos que a Tati da Aroeira tropeçou em um deles e machucou feio um dos tornozelos.
Assinamos o PC, que avisou: “a entrada da trilha é naquele matinho”. Matinho? Só tinha mato ao redor. “Bom, vamos procurar”. Achamos rápido e começamos a descer até quase ao nível do mar, de volta para o local da largada. Descida insana, em single track aberto. Na base, voltamos pra corrida até as bikes e local de chegada da 45km.
Foi ótimo esse retorno, pois encontramos alguns amigos, como o Geraldinho e o Xiquito, que tinham feito a solo e nos deram uma boa dose de ânimo, torcendo e agitando a nossa lenta transição.
Saímos para o terrível pedal de 25 km de subida da serra pela estrada de manutenção da Ecovias. Como o Robinson e eu praticamente não estávamos treinando bike, sofremos muito nesse trecho. Ele suava assustadoramente. Parecia que tinha pulado num rio. E eu comecei a sentir uma dor forte próxima ao joelho e pedi pra tomar um remédio. Tomei e seguimos subindo muito lentos, com apenas uma paradinha para mais uma foto, com uma linda cachoeira ao fundo.
A navegação foi moleza na serra, com soldados do exército indicando o caminho certo a cada cruzamento. Infelizmente, o último deles se empolgou e mandou que seguíssemos até a Imigrantes, pedalando pela rodovia até o Rancho da Pamonha e lá encontraríamos a trilha. Ok! Mapa no bolso, seguimos as orientações e chegamos ao rancho, que tinha sido demolido.
Apenas uma barraquinha, vendendo as famosas pamonhas da subida da serra. “Cruzes, as equipes do Sul vão se atrapalhar aqui, pois vão procurar a loja e só vão encontrar ruínas”, comentamos. Perdemos um bom tempo procurando a trilha, perguntando para seguranças e caminhoneiros sobre a possível trilha, mas nenhuma informação válida. Até que finalmente fizemos a pergunta certa: “Passou muita gente, vestidos como nós por aqui?” Resposta: “Não passou ninguém”.
Enfim caiu a ficha de que a informação do soldado estava errada. Voltamos na contra-mão pela rodovia, já no escuro, com faróis acesos. Buzinadas na cabeça, conseguimos retornar inteiros ao ponto que tínhamos noção no mapa. Achamos a trilha e, de novo, um monte de equipes veio com a gente. Single track lento e lamacento, quase impedalável. Finalmente chegamos ao PC do Djalma. “Prova rápida e trilhas turísticas”, falei pro Lucas que estava no PC. Demos várias risadas, enquanto trocávamos as sapatilhas pelo tênis.
Cada equipe seguiu num ritmo próprio no trekking e nós num excelente papo com a equipe Xingu. Uns 4km de asfalto até o próximo PC, passamos por baixo de uma ponte para atravessar a rodovia e mais 4km de volta até a entrada da trilha. No caminho um caminhão da Ecovias para do nosso lado e o motorista fala preocupado: “Olha, não andem por esses matos aí não, porque tem onça!”. “Ta bom, moço. Não vamos andar não. Obrigada!”. Mal sabia ele por onde já tínhamos passado e por onde ainda íamos passar. Mas foi muito interessante a preocupação dele com um monte de esquisitos, sujos, com capacete e mochila no meio do nada, naquele começo da noite nublada e com neblina.
Na trilha/charco formamos um big pelotão de novo até o PC do remo. A galera saiu em disparada para remar e nós paramos pra jantar. Sentamos nos ducks, sacamos nossas comidas liofilizadas e comemos arroz, com batata e milho. De sobremesa doce de leite.
Entramos no remo comigo e o Marco na canadense e os meninos no duck. A neblina tinha subido um pouco, ajudando na navegação. No caminho, a neblina baixou algumas vezes e não conseguíamos nem sequer ver um ao outro. Apesar disso, terminamos a remada da Billings em menos de 2h20.
Já de madrugada, os meninos estavam bem molhados por causa do duck. Quase congelando, o Robinson mal conseguiu sair da embarcação. Cuidamos dos pés, eles se agasalharam e já estávamos prontos para sair quando a mulher do Doc Ive nos avisou sobre um PF de um botequinho com videokê mais à frente. Hummmmm!! Já que íamos entrar num trekking ferrado e nossa comida que deveria durar até durante a bike já estava meio escassa, resolvemos comer de novo. Alface, Arroz, feijão e frango frito, o cardápio parecia apetitoso, se não fosse pelo arroz de uns 4 dias atrás e pelo feijão razoável, mas já frio.
Acho que não estávamos com tanta fome assim. Perguntamos para o garçom se tinha café ou qualquer coisa que esquentasse e que não fosse cachaça. Depois do ‘não’, nos contentamos com o PF, enquanto conversávamos com o Fran e com os irmãos Metrilhas. Nesse meio tempo, o Robinson vira pra mim e fala: “o que aquele cara (o garçom) está bebendo?”. Olhei e vi que o que o cidadão, pouco comovido com nossa situação de quase hipotermia, bebia era café. A fumaça saía do copo, enquanto olhávamos com raiva para ele.
Voltamos para a prova num ritmo bom de caminhada, até que o Toga segurou na mochila do Marco pra poder se orientar, pois não conseguia mais ficar com os olhos abertos. Ele tentou despertar correndo na nossa frente. Poucos metros depois vimos a lanterna dele piscando como estrobo. Achamos que ele estava tentando dar sinal para nós e os meninos respondiam com piscas também. Até que chegamos nele.
O bicho estava literalmente jogado no acostamento, cochilando, parecendo um morto no meio do nada naquela madrugada cheia de neblina.
Seguimos com o Robinson ainda congelando e o Marco começando a andar em zigue-zague no acostamento de uns 6km até a entrada do parque da Serra do Mar. Assinamos o PC e aproveitamos a cobertura da guarita para uma soneca. Mal tirei a mochila das costas e o Robinson já estava roncando.
O Má e eu rimos com a situação, nos agasalhamos e deitamos também. Uma hora depois eu estava congelando e acordada. Chamei os meninos e pedi para seguirmos, pois já não estava agüentando o frio. Enquanto nos recompúnhamos, a Largatixa, equipe que liderava a prova, chegava de volta na bike. Um dos atletas desesperado para um número 2, mas o carinha da guarita tinha saído a menos de 5 minutos, trancando a porta.
Apesar do desespero, os companheiros de equipe não deixaram ele parar e seguiram pedalando, com ele gritando que realmente precisava ir ao banheiro. Coitado!
Voltamos pra caminhada ainda escuro e eu com uma baita dor no pé. Não tinha torcido nem nada, mas uma dor chatinha me incomodava. Andamos bem até a entrada da trilha “turística”, que mais parecia um paredão. Já tinha amanhecido quando começamos a descida interminável. Nossa progressão foi lenta, pois a trilha era estreita, escorregadia, cheia de pedras soltas e molhadas.
Chegamos a uma cachoeira magnífica, com uns 70 metros de altura e águas volumosas. Na base, várias corredeiras gigantes faziam com que redobrássemos a atenção para não ficarmos tão perto da água. Depois de algumas horas completamente voltados para a trilha, paramos para comer. O Toga abriu uma Coca-Cola, deu um gole e eu outro, mas num descuido meu, a latinha cheia rolou abismo abaixo, sem chance de resgate. Eles me olharam com olhos de lince e, acho que por pouco, eu é que não fui arremessada barranco abaixo. Mais pra frente, a vontade escondida deles se materializou, quando escorreguei num barranco de costas.
O Toga tentou me segurar, escorregou também e foi meio de cara junto comigo pra baixo. Só paramos, quando consegui apoiar um pé numa árvore e ele se prendeu em alguma raiz. Passado o susto, demos algumas risadas e escalamos morro acima de volta pra trilha.
Depois da prova, encontramos o Repolho com a mão fraturada por um escorregão nessa mesma trilha,
Tinha começado a chover, quando o Marco percebeu que, apesar do volume d´água da cachoeira, o rio que estávamos acompanhando não era o rio largo da carta. Estávamos mais pra atrás de onde achávamos, portanto, tínhamos que ficar atentos quando o rio virasse para a direita. Algum tempo depois, finalmente a trilha virou. Cruzamos um morro pra cima e a trilha ficou mais larga. O azimute estava perfeitamente correto. Como durante toda a prova ficamos com pouca água, até então mal tínhamos conseguido suplementar.
Comida escassa e quase zero de suplemento não combinam. Com a trilha chegando ao rio mais calmo, pudemos pegar água e tomar alguns pozinhos que a seco não desceriam. Recuperados, tentamos achar a continuidade da trilha e nada. Estranho, como uma trilha aberta acabaria no nada? Alguns minutos perdidos, até que o Marco olhou para o outro lado do rio e viu a sequência da trilha, quase uma avenida. Atravessamos e, alguns metros à frente, saímos numa estrada aberta, com pessoas jogando bola num campo enorme, churrasqueiras, bancos e mesas para piquenique. Era o parque de Cubatão. Finalmente! Incomodado pela sujeira de tanto se arrastar pelas trilhas, o Robinson aproveitou uma bica para se lavar, rendendo muitas risadas e, claro, fotinho básica.
Depois do banho, continuamos pelo asfalto. Com meu pé doendo mais no plano do que no desnível, fiquei mais atrás, porém logo chegamos ao PC onde pegaríamos as bikes, na base da Serra do Mar, em Cubatão.
O Toga me perguntou se daria pra continuar, eu disse que achava que dava. Eu e o Robinson, que já estava com dor no joelho desde a primeira bike, entramos na fila de atendimento médico. Na nossa vez, explicamos nossas dores e o Doc Ive disse que cada um estava com uma tendinite ferrada. O Ró perguntou se não tinha algum remédio potente pra ajudar, mas o médico disse pra tomar os remédios do nosso kit. Como já tínhamos tomado, perguntei se não tinha uma injeção ou coisa assim pra reforçar.
Não tinha. Perguntei se a dor poderia resultar numa fratura por stress. O Doc afirmou que não, então virei pro Toga e disse que poderíamos continuar. Mas a dor do Ró era pior que a minha, era insuportável. O Toga disse pra ele dar uma volta na bike ali mesmo e testar a dor. Piorou. Já contando com o corte, faltavam 140 km de bike, para os lados de Paranapiacaba, mais uns 25km de trekking, descendo a serra de novo e um remo final.
Estávamos quase sem comida e se subíssemos a serra novamente, teríamos mais dificuldades para pedir ajuda se precisássemos. O Ró ainda disse para continuarmos nós três, mas, conscientes, calculamos que, com a chuva e sem comida terminaríamos a prova muito tempo depois do tempo limite.
Decidimos parar. Sem stress e totalmente integrados como equipe. Fomos até onde deu, num ritmo bom e nos divertindo muito. Algumas lembranças ficaram nas fotos, outras só nas nossas cabeças. |
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